Passagens de ônibus não vão aumentar, diz Tadeu

Maio 9, 2008

Lideranças estudantis conversaram com o prefeito para que exista isenção do ISS para empresas de ônibus. Tadeu garantiu que a prefeitura não medirá esforços para evitar o aumento da passagem

O prefeito de São Luís garantiu na manhã desta sexta-feira que a tarifa de ônibus não terá aumento na capital. Tadeu Palácio estava na prefeitura quando líderes estudantis e comunitários se reuniram em frente à praça Pedro II, no Centro, cobrando uma medida do governo contra o possível aumento das passagens.

O prefeito garantiu aos manifestantes que todo esforço será realizado para frear o aumento no transporte coletivo, caso seja preciso ele disse que assinará um decreto para impedir o aumento. Os manifestantes pediram que a prefeitura isente a cobrança de 5% do ISS para as empresas de transportes, o objetivo é compensar na redução dos impostos os gastos com o diesel e reajuste salarial de motoristas e cobradores.

Na próxima segunda os estudantes devem conversar com o governador Jackson Lago para que o ICMS seja reduzido de 17% para 8,5%. O prefeito disse que vai pedir a Jackson para ouvir os pedidos. “Tenho certeza que o governador se sensibilizará com o pedido”.

No início desta semana foi divulgada a informação de que poderia haver aumento das passagens, apesar disso o Sindicato de Transporte de Passageiros de São Luís disse que não fará qualquer pronunciamento sobre o assunto. Alguns empresários já teriam pedido para se reunir com a Secretaria Municipal de Trânsito e Transporte. (Sandra Viana e Agenor Barbosa, de O Imparcial)


As entrelinhas de Gastão Vieira

Maio 9, 2008

Matéria de O Imparcial de hoje:

O PMDB de São Luís está dividido em três quando o assunto é eleição. Mesmo tendo lançado o deputado federal Gastão Vieira à prefeitura da capital, com apoio do diretório municipal, seus quadros não dão lá exemplos claros de estarem sintonizados com essa decisão. De um lado, o deputado estadual peemedebista Ricardo Murad flerta com o DEM de Raimundo Cutrim, seu colega de Assembléia. De outro, o vereador Ivan Sarney prestigia ato em apoio ao secretário municipal Clodomir Paz, do PDT, lançado com apoio do prefeito Tadeu Palácio.(…)

Procurado pela reportagem, o deputado Gastão Vieira negou que haja boicote dos peemedebistas à sua candidatura. Mas, segundo ele, o plano de comandar a cidade não é totalmente apoiado pela senadora Roseana. “Se não tenho incentivo, também não há censura”, diz.(…)

Sobre Murad, Gastão diz que as declarações “não lhe causam surpresa” porque, “em várias oportunidades ele já tinha manifestado essa preferência não pública [por Cutrim]”. Mesmo assim, Vieira acredita que ganhará o apoio do correligionário: “O deputado Ricardo Murad muda de idéia e de posição com tanta rapidez que, mais cedo ou mais tarde, tenho certeza que acabará me apoiando”.

Comentário: Quem conhece ao menos um pouco de política maranhense percebeu que Gastão não gostou nem um pouco das declarações do companheiro de partido. Aliás, o comentário de que Murad “muda de idéia e de posição com tanta rapidez” é uma alfinetada clara, já que antes de ser guerrilheiro do grupo Sarney, o deputado estadual era o inimigo número 1 do mesmo grupo. E o criticava com a mesma disposição que hoje critica o governo Jackson. Político habilidoso, Gastão já percebeu a pouca disposição do grupo com sua pré-candidatura. “Se não tenho incentivo, também não há censura”, disse.


Kacio - Charge do dia

Maio 9, 2008


Eleições: Jackson resolve entrar no jogo

Maio 9, 2008

Matéria de O IMPARCIAL de hoje, da repórter Carla Lima:

Após meses sem se manifestar a respeito das eleições de 2008 em todo o Estado, o governador Jackson Lago (PDT) anunciou uma reunião hoje, às 19 horas, com os dirigentes partidários como deputados, presidentes das legendas e pré-candidatos da base de coalizão do seu governo. O objetivo é discutir a reedição da Frente de Libertação em São Luís e a situação dos aliados em outras cidades do Maranhão.

O anúncio foi feito na manhã de ontem, após o governador participar de sessão solene em homenagem ao empresário Clovis Paz na Assembléia Legislativa. A disponibilidade do governador em conversar com os membros da Frente somente aconteceu depois dos sucessivos acontecimentos como a decisão de aliança entre o PCdoB e do PT em torno do nome do deputado federal Flávio Dino, as manifestações em torno do nome do pedetista Clodomir Paz e o anúncio do PSB de que o ex-governador José Reinaldo Tavares também é pré-candidato.

A questão da reedição da Frente depende de um consenso de todos os partidos em torno de um nome. Um dos principais entraves a essa unidade é o próprio PDT, pois a legenda defende a candidatura própria e até o momento pelo menos seis partidos políticos, entidades e 10 vereadores já manifestaram apoio ao secretário Clodomir Paz.

Sobre a reunião, o pré-candidato de Tadeu Palácio não quis comentar, pois não tinha tomado conhecimento do encontro. Paz disse ainda que continua pré-candidato do PDT que está buscando a unidade interna no partido.
O prefeito teria dito que a reedição da Frente somente é possível se o nome de consenso for o de um candidato de dentro da sua administração, no caso, como ele anunciará ainda hoje o apoio a Clodomir Paz, o secretário deve ser esse nome de consenso.

Comentário: Em tempo, o governador percebeu sua base quebrando em pedaços e viu que abriria um racha profundo no PDT. Já deveria ter feito isso, antes da esquerda lançar Flávio Dino e antes de outros aliados se posicionarem. Embora tenha chegado muito atrasado pra unir os partidos, não podemos negar que ainda é possível essa Frente ser formada. (Atenção para o comparecimento (ou não) do prefeito Tadeu Palácio à reunião. Se ele não for, está clara uma disputa entre governador e prefeito pelo comando da sucessão na capital. )


As manchetes do dia

Maio 9, 2008

- O Imparcial: Jackson convoca aliados a compor frente na capital

- O Estado: Falta de vacina é culpa do governo do estado

- Pequeno: Lideranças apontam importância de Zé Reinaldo entrar na disputa

- JB: PF identifica o espião

- Folha: Aliado de José Dirceu vazou dossiê

- Estadão: Governo prevê R$ 25 bilhões para estimular indústrias

- Globo: Governo e BNDES ajudam ONGs ligadas a Paulinho

- Gazeta Mercantil: Mais empresas pagam dividendos menores

- Correio: Aliado de Dirceu vazou o dossiê

- Valor: Lucratividade dos bancos tem queda no 1º trimestre

- Estado de Minas:
Minas aperta o cerco a bebida nas rodovias

- Jornal do Commercio: Barragens garantem água para o verão


Times do MA farão torneio beneficente no sábado

Maio 7, 2008

Ficou acertado em uma reunião na tarde de segunda que os principais clubes da capital farão um torneio beneficente no próximo sábado (10).

Sampaio, Maranhão Atlético e São José de Ribamar se enfrentam em um triangular realizado no estádio Nhozinho Santos, a partir das 16h.

A entrada será de 1kg de alimento não-perecível. Toda a arrecadação será doada ao Voluntariado de Obras Sociais (Vos), que repassará às vítimas das enchentes que tem tomado conta do estado.

O Moto Club de São Luís, apesar de ter estado na reunião, não vai participar do torneio pois já tinha um amistoso marcado para a mesma data na cidade de Tuntum. Contudo a equipe feminina do clube foi convocada para fazer um jogo de apresentação contra o Internacional da Cidade Operária em homenagem ao dia das mães.


Lobão Filho comunica filiação ao PMDB

Maio 7, 2008

O senador Lobão Filho (MA) enviou ao Plenário, nesta terça-feira (6), ofício comunicando sua filiação ao PMDB. O parlamentar assumiu a vaga de suplente no Senado, no final de janeiro, em substituição a seu pai, o senador licenciado e atual ministro de Minas e Energia, Edison Lobão

Filiado anteriormente ao DEM, sua permanência no partido foi considerada inviável a partir do momento em que seu pai tornou-se ministro do governo Luiz Inácio Lula da Silva. A negociação para a saída de Lobão Filho do DEM foi conduzida de maneira amigável pelo líder do partido no Senado, José Agripino (RN). (Agência Senado)


Kacio - Charge do dia

Maio 7, 2008


As manchetes do dia

Maio 7, 2008

- O Imparcial: Avião da TAM esmaga perna de funcionário em São Luís

- O Estado: Governo decreta emergência em MAs para fugir de licitação

- JB: Tribunal libera o trânsito de caminhões

- Folha: Absolvido fazendeiro do caso Dorothy

- Estadão: Paulinho da Força vai ser investigado pela Câmara

- Globo: Júri absolve condenado por morte de missionária

- Gazeta Mercantil: Óleo pode ir a US$ 200, prevê Goldman Sachs

- Correio: Servidor: acabou a era dos grandes aumentos

- Valor: Filial do BNDES no exterior apoiará política industrial

- Estado de Minas: Dengue já custa R$ 29 mi em MG


Comentário - Tadeu perde metade do mandato

Maio 6, 2008

Tadeu Palácio tentou, mas não conseguiu. Sua última cartada (leia-se Clodomir Paz) foi a saída que o prefeito achou para não perder totalmente o controle da sucessão. Primeiro, tentou com Canindé Barros. Mas encontrou rejeição junto ao governador e vários pedetistas. Agora, com Clodomir, um dos seus preferidos, a coisa pode funcionar. Mas, digamos, pela metade.

O raciocínio é o seguinte: com Canindé, Tadeu não ganha nada. Com Clodomir, ele ganha a vice. Ou seja, Paz vai insistir que é candidato, mas vai acabar concorrendo a vice-prefeito numa aliança avalizada pelo governador Jackson Lago, que nos bastidores já dá as cartas no processo com tranquilidade. A essa altura, Palácio já percebeu que não poderá medir forças com o governo e lançar um nome tirado do bolso. O buraco é mais amplo e deve comportar todas as tendências pedetistas.

Mas quem seria o candidato?

Vejamos. Recentemente, o deputado Flávio Dino foi lançado como o representante da esquerda. Assinaram um manifesto em seu favor o PT, PCB e PSB. Aos olhos do governo, esses três já não merecem tanta atenção, já que resolveram tocar o barco sozinhos. Então, na hora de unir, a esquerda já está descartada. Sobra quem? PRB, PPS, PDT, PSDB e os nanicos. Tira o PRB e PPS, que não são dotados dessa grandiosidade toda, restam PSDB e PDT. Eis a chapa. E, com João Castelo com 30% das intenções de voto, alguém acredita que o governador vai preferir Clodomir Paz, bem mais atrás?

Clodomir segue a tendência do prefeito, que desde o início tratou de escantear o governador do processo de sucessão. Portanto, para Jackson ele não seria ideal. Um dos principais motivos, claro: ele não tem voto. “Ah! mas se o governador pedir, ele ganha”. Ok. Mas, se o governador pedir, ele corre o risco de perder apóio dos tucanos (de Castelo, que tem 30% dos votos na capital, dos quatro deputados federais, da presidência da Assembléia Legislativa e dos oito deputados estaduais), que preferiram o ex-governador José Reinaldo, mas já desistiram da idéia.

Para facilitar a negociação, o acordo entre o PDT e PSDB poderá ser, repito, em parte. Ou seja, daqui a dois anos, Castelo se lança ao Senado ou ao governo (de novo!). E Clodomir e o PDT retornam ao poder. Tadeu com a metade do mandato, mas com folêgo para nova investida política.

Especulações de lado, faremos nossas apostas…