Falhas exóticas do Portal da Transparência

Fernanda Odilla
Do Correio Braziliense

Brasília – A fragilidade de controle dos gastos do governo federal vai além do mau uso dos cartões corporativos. Sem questionamentos, são lançados no sistema da Secretaria do Tesouro Nacional e reproduzidos pelo Portal da Transparência da Controladoria-Geral da União (CGU) pagamentos com dinheiro público para empresas registradas na Receita como “agências matrimoniais”, de “reparo de calçados, bolsas e artigos de viagens” e de “reparação de jóias”. Os gastos, aparentemente esdrúxulos, revelam mais que a falta de fiscalização. Indicam também falhas no cadastro de atividades econômicas do governo. A Receita Federal vai ser acionada para alterar as informações equivocadas.

Em dezembro de 2006, Luiz Sérgio Campos Coutinho, servidor do Ministério da Agricultura no Rio de Janeiro, pagou com seu cartão corporativo R$ 245 para consertar o carro na Oficina do Marcelo, que há 10 anos coleciona clientes em Cabo Frio (RJ). Para o Portal da Transparência, contudo, Coutinho gastou o dinheiro público com serviços de uma agência matrimonial. Ninguém nunca questionou o servidor. “Sou casado há 40 anos, o que eu iria querer com uma agência de matrimônios”, questiona Coutinho. A mesma oficina recebeu R$ 14,7 mil do Comando da Marinha, gasto que aparece no sistema de controle do governo para serviços de casamento.

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