Os motivos ocultos da luta pela Frente

Hoje, a Frente de Libertação do Maranhão está resumida a seis ativos remanescentes. Os deputados federais Julião Amin (PDT), Ribamar Alves (PSB), Roberto Rocha (PSDB), Carlos Brandão, Pinto Itamaraty (também PSDB) e Domingos Dutra (PT). Eles continuam com a idéia fixa de unir todos os partidos e ganhar as eleições de São Luís. O nome escolhido é o do ex-governador José Reinaldo Tavares.

Ao menos quatro deles têm motivos ocultos para querer a Frente. Foram derrotados em pleitos recentes dentro de seus partidos ou veem (sem acento, para usar a nova ortografia), seus planos prejudicados caso a outrora bem sucedida Frente de Libertação não saia de suas cabeças e tome as ruas da capital.

Vamos por partes:

Domingos Dutra (PT)
Ele é presidente regional do PT, mas não consegue ter boas relações com a cúpula do partido, que prefere Washigton Luís, seu adversário-mor entre os petistas. Se a frente não sair, Flávio Dino será mesmo o candidato da esquerda no Maranhão (apoiado pelos petistas que pedem bênção ao Sarney). Caso o comunista vença, Washington, que é suplente da coligação de esquerda, volta para a Câmara dos Deputados e Dutra perde de vez o controle do partido.

Roberto Rocha (PSDB)
É um tucano maranhense de alta plumagem. Tanto que sonha com a cadeira que é hoje do governador Jackson Lago. O projeto de Rocha é ser governador. A Câmara é um trampolim. Mas, sem a Frente, ele verá os poderes dividos entre Sebastião Madeira (que tem grandes chances de levar a prefeitura de Imperatriz) e João Castelo (que anda dizendo que será o candidato do governador). Perderá espaço no partido. Além disso, caso Clodomir Paz (o candidato do prefeito Tadeu Palácio) vença as eleições (o que é difícil), o hoje prefeito se habilita para o governo em 2010 e pode estragar a festa de Rocha. O mesmo pode fazer Castelo.

Julião Amin (PDT)
Ele faz questão de esconder, mas vive uma disputa interna daquelas dentro do PDT. Não aceita Clodomir, uma imposição do prefeito. E diz que sua candidatura ainda está de pé. Para não perder para Tadeu e Clodomir, Amin, que é um dos principais aliados do governador, trabalha forte pela Frente. E não pretende deixar o jogo barato.

Ribamar Alves (PSB)
Como recentemente perdeu o comando do PSB, quer a Frente para não ver seu partido declarar apoio a Flávio Dino, que irá carregado pelos petistas que levam o DNA de Sarney. E enxerga no ex-governador José Reinaldo o nome apropriado e com capacidade para tarefa de unir a fissurada Frente.

Claro que um o motivo principal é sim reeditar a Frente para não dar sopa nas eleições em São Luís. Carlos Brandão e Pinto Itamaraty talvez não tenham motivações tão pessoais para lutar por ela. Podem mesmo querer a volta do Zé Reinaldo, responsável pelo rompimento com o Sarney, a quem são agradecidos. Mas os demais trabalham não somente pela união, mas pela própria sobrevivência política.

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