Quem escolhe candidato é pesquisa?

Quando o assunto é eleição em São Luís, o governador Jackson propõe se resolver tudo na base da democracia. Nesta quinta-feira, quando sentou com os deputados federais para conversar sobre o retorno da Frente que se propõe a libertar São Luís dos pedetistas, que a governam há 20 anos, e passá-la, possivelmente, para José Reinaldo Tavares, ele repetiu a tática que usou em Imperatriz.

Lá, também viu aliados se digladiarem pela “candidatura oficial” e por seu apoio. Ele então se reuniu com todos e propôs: faremos pesquisas. Quem estiver melhor, será o candidato da Frente.

Na época, todos concordaram. Resolveram, então, fazer duas pesquisas. Feita a primeira, Sebastião Madeira (PSDB) saiu na frente (e muito na frente). Resultado: petistas bateram o pé, acusaram o tucano de direcionar o levantamento e melaram o esquema. Fizeram a segunda, mas já era tarde. A união de lá está capenga. O PT de Jomar Fernandes deve sair de um lado e PSDB de Madeira de outro.

Em São Luís, a tática será a mesma: pesquisas. Com uma diferença: farão uma qualitativa. Ou seja, ela não vai mostrar quem tem mais votos. Mas, sim, quem tem mais condições de ser o mais votado. Estão espelhados na campanha de 2006. À época, fizeram um levantamento parecido e constataram que a população gostaria de um candidato com o perfil do ex-presidente do STJ Edison Vidigal. Ele entrou no jogo e conseguiu 15% dos votos.

Mas não é simples assim. Muitos apostam que de nada vai adiantar esses dados. João Castelo, o melhor colocado em pesquisas de intenção de voto, não vai abrir mão da sua candidatura com facilidade. Flávio Dino, com seus apoios praticamente costurados, considera essa articulação da Frente tardia e toca sua campanha. E o prefeito Tadeu Palácio, dono da máquina municipal e por imposição pessoal dono da sucessão, está pouco se lixando para a Frente e seus articuladores.

***

Como não é o governador que pretende escolher o candidato, mas a pesquisa, Lago se livra do problema de ter de optar entre um ou outro aliado – coisa que ele não quer de jeito nenhum. Ele saiu pela tangente. E assim vai empurrando com o barriga, fingindo que articula algo, só para não desagradar os amigos. Se eles se entenderem, ótimo, senão se entenderem, paciência. Jackson é que não vai mergulhar nas eleições a ponto de criar um maremoto que lhe cause mais problemas do que já tem.

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