Jackson, a justiça eleitoral e a Folha de S. Paulo

O jornal Folha de S. Paulo ecoou nesta segunda-feira o problema do governador Jackson lago com a justiça eleitoral – ele é acusado é usufruir da máquina pública para se eleger em 2006. Falou do processo contra ele e deu a entender que o ministro Eros Graus, relator da ação no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) vai dar seu parecer em breve. Trouxe, inclusive, um confiante comentário do ex-senador João Alberto, candidato a vice de Roseana em 2006, que disse estar certo da vitória de sua chapa. Em outro ponto, destacou a acusação de que um cabo eleitoral teria distribuído cigarros de maconha a jovens em troca de votos para o governador.

Segue trecho da matéria
:

Militante diz que comprou votos para Jackson Lago com maconha

Nas acusações levantadas pelo grupo de Sarney contra Jackson Lago, um caso se destaca pelo inusitado: cigarros de maconha teriam sido ofertados para compra de votos, segundo um depoimento que a defesa do pedetista considera fantasioso.

Em depoimento no mês de abril à Justiça Eleitoral, o engenheiro Almir Cutrim afirmou ter ganho R$ 5.000 para conquistar votos da juventude de Olinda Nova e disse ter recebido a orientação do PDT no município para comprar cigarros de maconha e distribuí-los “em troca de votos em favor do candidato Jackson Lago”.

Cutrim disse que entregou o dinheiro e gravações dos encontros com coordenadores da campanha de Lago à Polícia Federal. Dirigente do PV em Olinda Nova, o depoimento do engenheiro precisa ser validado pelo ministro Eros Grau, relator do processo de cassação de Jackson Lago no TSE (Tribunal Superior Eleitoral). A Folha não localizou Cutrim.

O PV é um dos partidos que pede a suspensão do diploma de governador de Lago, que derrotou o clã Sarney por uma diferença de 98 mil votos. Eros Grau poderá concluir o relatório no final deste mês, quando vence prazo dado por ele para a PF realizar perícia em vídeos anexados nos autos do processo. Algumas das imagens sugerem o uso da máquina do governo do Maranhão para financiar o candidato escolhido pelo então governador José Reinaldo Tavares.

Em um dos vídeos, o próprio José Reinaldo anuncia que os aliados estão autorizados “pelo governador a pegar as associações, ver as necessidades, fazer os projetos que nós faremos o convênio direto com a associação”.

Um dos depoimentos a ser analisado pelo ministro do TSE é o dado por um presidente de associação de moradores que assinou convênio de R$ 714 mil e nunca viu um centavo do dinheiro.

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