Artigo – O espelho da crise econômica

novembro 6, 2008

Por André Bello*

No último mês de setembro, em uma pesquisa da CNT/Sensus, a avaliação pessoal do presidente Luiz Inácio Lula da Silva atingiu a marca recorde de 77% de aprovação dos brasileiros. Já o seu governo teve avaliação positiva de 68,8%. Em uma outra pesquisa que relaciona todos os países da América Latina, o presidente Lula encontra-se na segunda posição, com 67% de aceitação popular. Na sua frente somente o presidente da Colômbia, Álvaro Uribe, com 85% de aprovação com a sua política de segurança pública.

No caso brasileiro, a meu ver, a sustentabilidade desses altos índices é formada por dois pilares: distribuição de renda e linhas de crédito. Esses dois programas, juntos, acalentam os sonhos de muitos brasileiros, desde os mais humildes, passando pelos brasileiros da classe média e, finalmente, atingindo a elite, que lucra com a economia interna aquecida. Seguindo essa linha de raciocínio, percebemos que a satisfação do povo brasileiro é construída pelo sentimento do bem

No entanto, esta alta popularidade tem explicações mais profundas.  Há algo mais sólido que sustenta os dois pilares, citados acima. Aristóteles diz que os fins devem ser feitos por meios virtuosos. Ora, o fim, ou melhor, o fator que faz com que o presidente Lula tenha a maior aceitação popular da história do país é o programa Bolsa Família e os créditos em expansão.

Mas, então, qual seria o meio, que Aristóteles argumentaria em sua tese? No caso brasileiro é a economia estável e equilibrada. Caso contrário, o dinheiro do Bolsa Família viraria pó e as linhas de financiamento diminuiriam. Portanto, a economia forte do Brasil e o fator da popularidade do presidente Lula ainda é consequência do Plano Real, que nasceu no governo do PSDB.

Existe uma máxima dentro do marketing político que diz “O voto não é por gratidão; o voto é pela esperança”. Logo, o amor que os brasileiros sentem pelo presidente Lula não é de graça e, sim, porque todos estão com a esperança em seus corações. Mas se a crise econômica se tornar um tsnunami e não mais uma marolinha como o presidente acredita ser, com certeza, modificará esse sentimento que existe hoje no Brasil e poderá traçar um novo rumo para as eleições presidenciais de 2010.

A conclusão lógica de uma crise é a diminuição das linhas de crédito, férias coletivas nas grandes indústrias e fábricas, cortes na produção, menos exportação, deixando de gerar lucros e empregos. Em conseqüência haverá desaceleração da economia interna, diminuição na arrecadação tributária, diminuição do orçamento da união, que resultaria em diminuição da receita dos Estados e municípios brasileiros e aumento dos juros, do alimento e da gasolina. Forma-se, então, o famoso círculo vicioso. Danoso para qualquer presidente no cargo que queira ver sua popularidade em alta.

Por isso, acredito que a crise econômica que começou nos Estados Unidos e dá sinais de aviso aos países emergentes pode mudar o destino de todos nós.

O PAC, programa de aceleração do crescimento e que tenta viabilizar eleitoralmente a ministra Dilma Rouseff, tem como motriz as grandes obras. Portanto, se o setor da construção civil tiver suas linhas de crédito diminuídas ou interrompidas refletirá, é evidente, no sucesso do programa. E o sonho da casa própria, infelizmente se tornará, provisoriamente, mais distante.  O presidente Lula, torce agora, para que a competência do ex tucano, Henrique Meirelles, resulte em soluções de blindagem do país contra a crise econômica. O espelho das eleições de 2010 será a marolinha econômica de 2008.

André Bello é publicitário, especialista em políticas públicas

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Charge do dia – Kleber

novembro 6, 2008

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PT e PMDB continuam briga por comando do Senado

novembro 6, 2008

Gustavo Krieger, do Correio Braziliense

O clima entre as bancadas do PMDB e PT no Senado continua a piorar. Ontem, os senadores do PMDB desistiram de um encontro que teriam à noite com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Não gostaram de ver divulgada a versão de que a reunião seria uma tentativa de enquadrar o partido e convencer os peemedebistas a votar no petista Tião Viana (AC) para a Presidência do Senado.

A disputa pela presidência deixou os dois partidos numa situação curiosa. Sem votos suficientes para vencer, os petistas precisam convencer o PMDB a desistir de suas pretensões e apoiar seu candidato Tião Viana. Para isso, pediram ajuda do presidente Lula, numa interferência que irritou a outra bancada. “O Palácio do Planalto não tem nada a ganhar e tudo a perder se entrar nessa bola dividida”, diz um importante parlamentar do PMDB. Fontes do Planalto dizem que o movimento de Lula seria protocolar, num gesto para o PT, mas sem maiores conseqüências. Mesmo assim, os peemedebistas preferiram adiar a reunião.


TSE dá sobrevida a governador cassado de Rondônia

novembro 6, 2008
Governador foi cassado pelo TRE acusado de comprar votos

Governador foi cassado acusado de comprar votos

Liminar concedida na quarta-feira (05/11) à noite pelo ministro Arnaldo Versiani, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), suspendeu a cassação do mandato do governador Ivo Cassol (sem partido) determinada na véspera pelo TRE de Rondônia. Com a decisão, ele continua no cargo até publicação do acórdão da decisão. “A deliberação sobre o cumprimento imediato de decisões que impliquem o afastamento de mandatários de cargos eletivos deve aguardar a publicação da decisão e eventuais embargos”, diz a sentença de Versiani. Cassol, disse ontem, em nota oficial, que é inocente no processo de cassação.

Na nota, o governador declarou que assim que for oficialmente notificado, vai recorrer às instâncias superiores e configurou a cassação como “perseguição política”. O governador também informou, na nota, que o trabalho não será interrompido com as acusações. “Aproveito para tranqüilizar a população quanto a este episódio, convocando-a a continuar trabalhando de forma ordeira e pacífica em favor do crescimento do nosso Estado independente das mentiras e falsas acusações daqueles que buscam desestabilizar a administração estadual”, disse a nota..


Prêmio de desempenho coloca Dino entre os finalistas

novembro 6, 2008

O Deputado Flávio Dino (PCdoB-MA) é um dos indicados à edição 2008 do Prêmio Congresso em Foco. Foi classificado em 4º lugar no ano passado dentre os parlamentares que melhor representam os interesses da população no Congresso Nacional. A pré-seleção foi feita em consulta a 204 jornalistas de 53 veículos de comunicação do país que fazem a cobertura política da Câmara e Senado, entre jornais, revistas, emissoras de TV e rádio, agências de notícia e portais de internet. Flávio Dino ficou em 9º lugar, com 27 votos, o que o credenciou para a segunda etapa do Prêmio. A votação será feito pelos internautas, pelo site http://www.congressoemfoco.com.br até o dia 20 de novembro.

Dino também é um dos cinco indicados pela imprensa entre os parlamentares que mais se destacaram em 2008 na promoção da Justiça e no combate à corrupção. Novidade do prêmio nessa edição, a segunda seleção inclui ainda os deputados Antonio Carlos Biscaia (PT-RJ) e Gustavo Fruet (PSDB-PR) e os senadores Demóstenes Torres (DEM-GO) e Pedro Simon (PMDB-RS).

Na primeira seleção, além de Dino concorrem a essa que é a terceira edição do Prêmio Congresso em Foco 25 deputados e 16 senadores que receberam maior número de voto entre os profissionais de imprensa. Caberá agora ao leitor do site Congresso em Foco, especializado na cobertura do Congresso, definir a classificação final. Os troféus para os três primeiros colocados, as placas de homenagem para os que ficarem entre a quarta e décima colocação e os certificados para os 42 parlamentares das duas Casas selecionados na primeira etapa serão entregues em 1º de dezembro, em cerimônia realizada em Brasília.


Deputados se informam sobre ação contra Jackson

novembro 5, 2008

Em Brasília e no Maranhão, o boato da vez é que o governador Jackson Lago será cassado em breve e a senadora Roseana Sarney (PMDB) assumirá o governo em novembro. Em boatos, acredita quem quiser. Não acredito nem desacredito. Mas é bom lembrar que, em novembro do ano passado, também circulou a mesma informação, com data diferente. Dizia que, em maio, a senadora assumiria a vaga do pedetista. Maio passou e nada aconteceu.

Mesmo assim, há quem leve em consideração. Alguns deputados maranhenses, por exemplo, estão com a pulga atrás da orelha. Não acreditam que seu governador irá perder o mandato, mas querem saber a quantas anda o processo para, digamos, avaliar a veracidade do boato. Por isso, reuniram com Jackson na noite da última terça-feira. Escutaram dele, pela primeira vez, detalhes do processo e avaliaram que querem conversar com os advogados que o defendem. “Precisamos saber dos prazos”, diz Domingos Dutra (PT).

É simples. Se até este ano o processo não for julgado e, se por ventura, Jackson seja cassado no ano que vem, não é mais a senadora que assume. A indicação do novo governador ficará a cargo da Assembléia Legislativa, que tem a sua esmagadora maioria governista. Então, quem detesta o Sarney quer que o ano passe o mais rápido possível. Enquanto não passa, os deputados planejam “uma ação política” para blindar o governador de críticas e, também, de boatos.


Dino se esquiva de maranhenses na Câmara

novembro 5, 2008

O deputado Flávio Dino (PCdoB) ainda não digeriu a derrota nas eleições da capital para o tucano João Castelo (PSDB). Ele anda se esquivando dos maranhenses na Câmara. Nos últimos dias, não deu as caras nas duas reuniões de bancada realizadas para discutir emendas parlamentares. Na terça, evitou encontrar o governador Jackson e seu ex-adversário, João Castelo, em encontro com os parlamentares. Disse que estava em outros compromissos. “Eu nunca mais o vi. Acho que ele não soube perder”, arriscou um colega de Câmara.